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sábado, maio 04, 2013





segunda-feira, dezembro 12, 2011


Entre 2001 e 2004 assistia quase sempre ao Gema Brasil, programa de Rodolfo Bottino, que passava na TVE. Foi assistindo ao programa que comecei a me interessar por cozinha, pois tudo parecia sempre tão fácil, rápido e prazeroso. E era. Muitas das receitas que faço até hoje, são tiradas do programa. Ontem, por coincidência, procurando por uns textos em backups antigos, encontrei as receitas do Gema com o releases dos convidados, muitos deles hoje, queridos amigos de web. Publico aqui no FB algumas dessas receitas, ao longo da semana em homenagem ao Rodolfo, que sempre fará parte da minha memória afetiva.





Foto: Isabela Kassow


10/01/02 Convidado: Bruce Henry/Músico

Receita: Camarões ao alho

Além de músico conceituado, Bruce Henry mostrou ser um ótimo cozinheiro. Preparou um camarão com pimentão e cebola para acompanhar a cerveja que ele dividiu com Rodolfo. O convidado já tocou com os maiores nomes da MPB e atualmente se apresenta com um duo chamado Jungle Tap!, que mistura contrabaixo e sapateado além de liderar um elogiado trio de jazz. Bruce falou sobre as experiências que teve com a música mundo afora e ainda deu uma canja.

Camarões ao alho

Ingredientes:

300g de camarões médios

2 dentes de alho

Azeite extra-virgem

Salsinha picada

Vinho branco

Sal e pimenta calabresa a gosto

Modo de Preparo:

Esquente a frigideira. Coloque o azeite. Refogue rapidamente o alho. Jogue os camarões, a salsa, a pimenta e o sal. Quando o camarão estiver no ponto jogue um pouco de vinho branco. Sirva.

05/02/02 Convidado: Elenco da peça “Auto da Compadecida”

Receita: Massa com molho madrugada

Uma das mais conhecidas e celebradas obras do escritor Ariano Suassuna, o “Auto da Compadecida”, está sendo montada em palcos de diversos estados brasileiros pela Cia. Dramart. Em 14 de março a Cia. está fazendo 10 anos de muito sucesso, lotando os teatros de todas as cidades por onde passa. Uma curiosidade interessante é o fato de Socorro Raposo, que faz parte da Dramart, ter sido a primeira atriz a interpretar a Compadecida. O elenco falou sobre a experiência de montar os textos de Suassuna e sobre o sucesso na temporada carioca.

Massa com molho madrugada

Ingredientes:

½ kg de talharim

1 tablete de manteiga

1 triângulo de gorgonzola amassado com um garfo

50g de nozes esmigalhadas

50g de passas brancas sem caroço

½ L de creme de leite fresco

Modo de Preparo:

Derreter a manteiga e fritar as nozes e as passas. Não deixar queimar. Juntar o gorgonzola (em fogo baixo) e ir mexendo até liquefazer o queijo. Por fim, acrescentar o creme de leite. Obs.: Pode ser feito com talharim ou qualquer outro tipo de macarrão.


13/06/01 Convidado: Adriano de Aquino/Artista Plástico

Receita: Frango com champignon e cebola (tipo oriental)

O artista plástico Adriano de Aquino mostra competência fora do campo das artes, já foi presidente da FUNARJ além de ter participado da Secretaria Estadual de Cultura do Rio de Janeiro. No papo com Rodolfo Bottino ele teve a oportunidade de provar um frango com shoyo e creme de milho além de conversar sobre arte e culinária.

Frango com champignon e cebola (tipo oriental)

Ingredientes:

2 peitos de frango limpos e cortados em diagonal

1 xícara de shoyo

¼ de xícara de azeite extra-virgem

1 cebola cortada em tirinhas

2 xícaras de champignons frescos

Farinha de trigo para polvilhar

Salsinha picada

Modo de Preparo:

Doure a cebola no azeite, junte o frango polvilhado com a farinha de trigo. Deixe dourar. Junte os champignons e refogue mais um pouco. Acrescente o shoyo e deixe cozinhar mais um pouco. Junte a salsinha e sirva com purê de milho

*Amanhã tem mais.



sexta-feira, julho 22, 2011


Eu só acompanho cinco blogs hoje em dia. O meu não está incluído.




sábado, julho 09, 2011


Flying Dream




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segunda-feira, março 14, 2011



domingo, fevereiro 27, 2011

Gostei dessa inversão: enquanto aqui a gente se farta de cupcakes,
lá, a moça está ficando rica com o My Sweet Brigadeiro, vendendo
nosso doce á rodo em NY. Eu gosto dos cupcakes da querida Cíntia. 
Dos cupcakes e da idéia que ela teve, Cupcake Friday. Começou o
negócio no Twitter. Avant-garde. Pensando ao menos em deixar o
Tweetdeck  aberto novamente, só para acompanhar, mas não sei.
estava enjoado e não quero enjoar de vez. A Elegância do Ouriço de
Muriel Barbery. Elegância, o tema da semana aqui em casa. E lá
se vai mais um livro para a minha lista perene de livros a serem
lidos um dia. *suspiro*. Ouvindo músicas pelo Grooveshark. Direto.
Direto naturalmente quando consigo conexão. Todo mundo já está
com GVT e eu processando a NET. De novo. Consegui fazer o scanner
de negativos funcionar; anos de negativos e cromos para digitalizar.
Só posso dizer que estou no céu. Nessas de procurar negativos,
achei uns postais datados de 1863, letra miúda, escritos em francês,
queria muito saber o que dizem. Terá o idioma mudado muito nesses
cento e quarenta e poucos anos, oi, pessoal que fala francês?
Preguiça de colocar link pras coisas mas tudo bem, porque assim
fica tudo só entre nós. Não ligo para florestas, essa coisa de
ir ter contato com a natureza,etc, e até não acho que a natureza
está lá e a gente aqui, a natureza é uma coisa só, a natureza é
aqui; só que gosto muito de árvores, elas  sozinhas, vai
daí que perdi a hora de uma aula folheando o Remarkable Trees,
num Sebo dia desses. Baobás são as minhas preferidas e no meu
universo elas estão diretamente ligadas as baleias. Padrão
que liga e tal. Quando perco os horários das coisas concretas
não me sinto vivendo muito, assim, nesse mundo, lógico e prático,
sabe? Continuo sonhando muito, acho que é efeito de florais, Jung
deve estar pulando carnaval na tumba, um dia eu conto. Faz parte
do processo de me tornar uma boa profissional mas esse lance de
curador ferido às vezes é muito cansativo. Pra terminar o sábado, fui
ajudar a moça que está fazendo curso de Astrologia e forneci meus
dados para que ela estudasse meu mapa; em cinco minutos de
interpretação ela me chamou de esnobe, irascível, ostensiva,
infidel, enganadora, instável, provocadora, ambiciosa, ofensiva
implacável, rigorosa, insensível e às vezes desumana. Nem
adiantou ponderar com ela que esse Jupiter na 3 era mais bacana
e pôxa e a conjunção com Netuno? Ao menos a 5 em Sagitário,
hein? Nao é divertido? Nada. Olhar de desaprovação total. O que
serve é que  foi uma troca de trabalhos. Indiquei Vine e Beech pra ela.
Vamos acompanhar. Ok, eu sou maldosa ás vezes.







domingo, fevereiro 20, 2011


Já tinha assistido ao Cisne antes, pelo Veetle, e mesmo sem ter visto,
assim, muito atentamente, vi logo que Lily não existe. Fascinante.
Alguém mais? O Rio ferve. As paredes do meu apartamento ficam
expostas ao sol entre duas e sete da noite. Ás 3 da manhã ainda estão
quentes e banho frio é sonho de consumo. Minha vida está divertida.
Mil planos. Sabe, começo de ano? Então. Quanto mais eu amadureço mais
compaixão eu sinto. Foi a estréia de Nise da Silveira. Felipe fez o making
of. Semana que entra, vou lá assistir. Todos os envolvidos com a peça são
lindos. Felipe ganhou flores do diretor. Jung facilitando minha vida:
Sonhei com Noritaka, meu acupuntor. Ele não falava uma única palavra
em português e eu entendia tudo, um mandarim complicadíssimo. A cena
de fundo era aquela do Highlander, quando ele mata o último imortal e
grita, eu sei tuuuuuudo. Vai acompanhando. Tenho lido demais e sonhado
muito. Eu sinto um tédio em estado avançado de pessoa que vem falar
comigo, a bordo de sorrisinho inteligente dizendo, como assim, vc,
uma senhora que considero esclarecida, acreditando em florais? A
coisa toda é reconhecida pela OMS desde 1956. E mesmo que não fosse.
Me poupe. Entretanto, não nego que desde que entrei para esse universo,
tenho usado o ungido termo Esquizotérico, difundido pelo ungido Alexey
Dodsworth Magnavita, com muita frequência. Em todo o lugar existe o
joio e existe o trigo. Dia desses ouvi, Angela, vc devia ser mais formal.
Oe? Essa semana vou a Copacabana, aproveito pra visitar Carrica; penso
em levar chocolates caseiros, fiz uns para experimentar, - dica de
Andréa Espindola,na época do Natal - e ficaram gostosíssimos, mas
imagine, do Rio Comprido a Copacabana, nesse clima ameno, vão chegar
um mingau. Não se pode presentear nesse calor. E quem come chocolates
nesse calor absurdo? #eu. Tenho uma lista de presentes para dar. Aliás,
no quesito listas eu tou super bem. Sinto saudades de Marina W., primeira
pessoa que foi minha amiga na blogosfera. Não existe mais tal coisa,
blogosfera, como era antes. A web era uma rua que virou uma cidade com
bilhões de habitantes. Agora é: bem-vindo a noosfera. Nao deixa de
ser legal, muita gente mas, se quero saber sobre o filme da Coppola,
onde apareciam 3 ou 4 pra bater papo ali na esquina, hoje aparecem
100 mil. Hoje saberemos tudo sobre todas as coisas, mas o arco delas,
como naquelas fotos dos biotipos, que está correndo rede nesses dias.
Estou naquela fase de ler um sintoma e me identificar com ele. Volta
e meia 'tou conversando com a pessoa e rola um atravessamento interno
assim: olha, discurso histérico, discurso histérico, ih, tá fazendo
expressão de boca de psicopata, psicopata. Saco. Dizem que os psis
são 40% mais doidos que a maioria. Eu acredito. Como assim já vai
acabar o horário de verão? Não me canso de assistir a Jill Scott
cantando Good Morning, Heartache. Thank you God, so much, because
it is Friday. E Domingo? Ensaio técnico na Sapucaí e blocos em
Laranjeiras, Baixo Gávea, Leblon, Botafogo, Flamengo e São Conrado.
Bom dia pra vc que ainda não entrou na vibe do carnaval nem nunca
mais vai entrar.











domingo, fevereiro 13, 2011


Passei a manhã entre balés e fotografia. Quero muito o livro de Cristina
Granato. Folheei no CCBB e hoje vi novamente no blog Images&Visions do
Fernando Rabelo; ele é o meu mais novo preferido de todos os
tempos. Sigam, é uma aula por dia. Ballet: Alba Regina postou no Facebook,
Makarova dançando o Lago dos Cisnes. Foi o que bastou. Já assisti Plisetskaya,
Alonso, Ananiashvili, Farrel, Guillem, Platel, Fonteyn e mais. Nota maldosa:
implico demais com bailarina que quebra os pulsos. Pode ser famosa,
pode ter a técnica que for, quebrou os pulsos ou quicou na ponta? Desculpe.
Tenho uma lista de livros pra ler. O primeirão é A Onda. Gosto
muito de sea books, tanto quanto de food movies. Venho colecionando
as listas de livros que Cora indica pro Natal; a elas, se junta uma outra que
faço há mais de cinco anos, então, preciso de uma outra vida para colocar a
leitura em dia. Tenho lido o dia inteiro mas é estudar, estudar, estudar.
Gosto demais dos meus amigos online, sinto saudades do pessoal
do Twitter, mas quem está na rede há muito tempo sabe que de vez em
quando rola um basta. O meu é de quatro em quatro anos. Enjoei
do Twitter. Só vou lá ver as notícias, virou tipo rádio AM. No momento, estou me
sentindo melhor aqui, no meu blog, que é a minha casa. Daqui a alguns dias faço 53
anos. Acho tão engraçado. Ter um filho de 25 é mais engraçao ainda.
Basicamente não mudei de 40 anos pra cá. Continuo sofrendo as
consequências de ter uma família devastadora e de ter vocação para
a felicidade. Começo mais um curso na quinta. Cuidar das pessoas sempre
me pareceu o mais natural a fazer. Não sei pq não comecei isso antes.
Li em algum lugar que "as pessoas não buscam simplesmente a cura,
elas formam um relacionamento com aquele que a oferece" e que essa
relação é poderosamente curativa para ambos. É a mais pura verdade.
No mais, meu quarto continua sem cortinas e ainda tem uma parede
esperando pela pintura. Por favor, me dê de presente de aniversário um
Roomba 560 Robotic Vacuum e o Woman in the Mirror, 1945/2004,
do Richard Avedon.




quinta-feira, fevereiro 03, 2011


O afeto é feito de tafetá vermelho.




segunda-feira, dezembro 13, 2010


Setembro, outubro, novembro, dezembro.




segunda-feira, agosto 02, 2010







sábado, maio 29, 2010


Do blog Eneaotil via Cristina Carriconde

"Família Santa Clara
28 maio, 2010


Aos leitores do Eneaotil, nunca pedi nada por aqui. Mas gostaria de fazer um barulho
em relação a essa história. Peço que leiam até o final e que divulguem. Que contem
a seus amigos jornalistas, que enviem esta história para os jornais, que relatem tudo
o que eu contei aqui hoje, na mesa do jantar. Que compartilhem este escândalo no
Google Reader, no Twitter, em listas de discussões. Que ajudem. Porque todo
mundo aqui teve a oportunidade de ter uma família e sabe o quanto isto foi importante.

**

O casamento da Claudinha e do Pablo

Conheci a Família Santa Clara no casamento da Claudinha e do Pablo, em
2006, quando fui até o Rio de Janeiro para prestigiar a boda dos amigos e
passar uns dias com meu irmão. Nunca tinha ido a um casamento daqueles,
com uma família tão grande. Tão grande que não tinha espaço no altar montado
na sala da casa para todos os padrinhos. Nem espaço para todos os amigos,
primos, irmãos, tios, tias acompanharem a cerimônia sentados.

É melhor explicar tudo do começo: o Pablo é filho do Seu Cícero e da Dona
Eliete, casal que, apesar do sobrenome Soares de Castro Rosa, criou a Família
Santa Clara. Fazem parte desta família, além dos três já citados anteriormente e
de Claudinha que se juntou a todos em 2006, Thiago e Diogo, filhos de sangue
de Seu Cícero e da Dona Eliete, e outras dezenas de crianças, adolescentes e
jovens que a sociedade abandonou, renegou, nem quis saber.

É isso mesmo: além de ter três filhos de sangue, Dona Eliete e Seu Cícero
resolveram cuidar de gente que vinha das ruas, que tinha sido abandonada pela
família biológica, órfãos e todos os outros tipos de vulnerabilidade social que
se pode imaginar.

Desde que a Santa Clara surgiu mais de 1000 pessoas já fizeram parte desta
família, cresceram e se desenvolveram naquela casa gigante de Vargem Grande,
no Rio. Foram incluídos na sociedade, receberam estudo, proteção e, sobretudo,
amor. Alguns saíram dali direto para uma Universidade, um futuro que parecia
impossível. Outros saíram dali para construir sua própria família. E só pode ter
sua própria família quem sabe o que significa ter uma.

**

No casamento de 2006, entendi que ali não era um simples abrigo. Eu, que
trabalho com educação e projetos sociais há 10 anos, vi que o clima era mesmo
diferente. Não era uma associação, um abrigo frio onde crianças e adolescentes
esperavam uma adoção, um lugar simplesmente provisório onde se podia
sonhar com uma vida melhor. O sonho era ali, acontecia todos os dias.

Ter uma família significa muito mais do que ter oportunidade de cursar uma
faculdade, de fazer uma oficina de costura, de dança, de leitura e produção de
textos, de agricultura, de informática e de artesanato, como a maioria dos projetos
sociais oferece por aí (e, diga-se de passagem, a Santa Clara oferece também).

Ter uma família é poder assistir à novela junto antes de dormir, sentar à mesa
para comer e contar como foi o dia, esfolar os joelhos e receber um beijo da
mãe para sarar, tomar bronca do pai quando comeu o biscoito antes da refeição
e perdeu a fome. É brincar com o cachorro, correr no quintal, sentar com as
irmãs na cama para fazer fofoca, receber visita dos tios no fim de semana,
ouvir música que a maioria gosta (ou que só você gosta). É aprender com os
pais a ter senso crítico, a ter responsabilidades. É ficar de castigo quando foi
para a Diretoria na escola, é ter alguém para ir à reunião de pais e mestres pegar
as suas notas. É alguém te chamar pelo nome, é ter um nome e um sobrenome.
É poder ir ao casamento do seu irmão sem mesmo precisar ter o mesmo sangue.

Todos eles estavam no casamento, centenas de pessoas. Todas as crianças de
vestido, bem arrumadas, bem penteadas. Talvez a única oportunidade que tenham
tido para ir a um casamento.

**

Conheci William Prudêncio durante a cerimônia. Lindo, com a mesma idade que eu.
Em 2006, tínhamos 23 anos e ele morava na Família Santa Clara desde 1998.
Chegou lá aos 15 anos, transferido de outra instituição onde só se podia ficar
até esta idade.

Sua mãe está viva, mas William não sabe dela. Deixou-o ainda pequeno com
uma senhora que faleceu quando ele tinha 8 anos de idade. A idade que o Lucas
tem hoje. E dos 8 aos 13 morou no morro, na favela e em outras comunidades.
Até morar na rua.

Aí, aos 13 anos, pediu ajuda em uma instituição, onde só pode ficar até os 15 e
depois foi para a Santa Clara. Até os 13 anos, nunca tinha sentado em uma sala de
aula. Depois começou a freqüentar a escola. E quando foi para a Santa Clara, ganhou
uma família. A influência de Seu Cícero e Dona Eliete, pessoas simples, mas cultas,
fizeram com que William decolasse.

Hoje, aos 27 anos, já é economista formado e este ano conseguirá a graduação
no curso de Relações Internacionais.

**

Voltei para visitar a família Santa Clara em julho de 2008. Conheci a tradicional
festa junina (em 2008 foi julina), gigante também, do tamanho daquela família.
As crianças brincavam à vontade na barraca (assim como meu filho Lucas),
dançaram quadrilha, se divertiram. Uma grande fogueira queimava no canto da
festa. A casa estava toda enfeitava.

Me lembro que eu estava em uma fase difícil. Tinha terminado um namoro de
uma maneira sofrida, fui para distrair a cabeça. E só ali eu consegui. Não por
causa do velho papo de que a gente esquece os nossos problemas quando
conhece alguém em situação pior, pelo contrário. Eu não acredito nisso. A
gente só esquece os nossos problemas do lado de gente feliz. E era ali onde
eu estava: do lado de gente muito feliz.

**

Nesta semana, a Justiça foi até a Família Santa Clara e levou todas as crianças.
Alegaram que a casa era inabitável e que aquele não era um ambiente bom para
morarem. Uma bagunça ou outra, talvez, o que é normal em uma casa com
bastante criança. Tenho medo de receber uma visita de um promotor público
porque é capaz de levarem o Lucas embora já que ao entrar no meu apartamento
é possível tropeçar em uma porção de brinquedos. O Lucas é bagunceiro.
Isso não significa que a casa dele, junto da família dele, não é um ambiente
bom para ele morar.

O Ministério Público alegou que a casa precisava de reformas, mas não
havia dinheiro para tais reformas já que a Família Santa Clara funcionava da
boa vontade de instituições e pessoas parceiras. Ninguém cuidava de crianças
ali para gerar renda, para trabalho infantil, para produzir retorno financeiro.
Só havia gastos, grandes gastos e nenhum incentivo público. Em 2006, o
principal apoiador financeiro deixou de contribuir com a Santa Clara e eles
passavam por dificuldades. Ao invés de apoiar com o pouco necessário, o 
poder público resolveu enterrar a família de vez. Tirou os filhos do 
convívio de seus pais, afastou irmãos do convívio de irmãos.

As crianças e os adolescentes menores de idade foram mandados 

para abrigos diferentes, em diversas regiões da cidade. E foram afastados 
das escolas por 10 meses, já que estavam matriculados em unidades 
escolares ali da região de Vargem Grande. Só poderão voltar a freqüentar 
as aulas no ano que vem.

Não entendo como isso pode ser melhor do que estar na Família 

Santa Clara. Não compreendo leis que determinam que os abrigos 
devem ser provisórios, por exemplo. A nova lei da adoção diz que a 
criança deve ficar no máximo dois anos. E depois? O que acontece se 
essas crianças não forem adotadas por uma família?

Tiraram crianças de 07 a 16 anos da Família Santa Clara. Quem adota 

um adolescente de 12 anos? 14 anos? 16 anos? O pior é a gente saber 
que tiraram essas crianças da única família que tiveram para mandar 
para família nenhuma.

**

Abaixo, a lista de crianças e adolescentes que foram retirados da Família
Santa Clara:

W. tem 7 anos e é o mais novo. Estudava no Colégio Vargem Grande,
que é particular. É irmão de U., de 8 anos, e N., de 13 anos. Estavam na
casa há 5 anos aproximadamente. Não tinham nenhuma referência familiar.
W. chorou a noite toda no novo abrigo e ainda não entendeu o que está acontecendo.

L. tem 9 anos e é irmã da menina G., de 10 anos e do adolescente
G., de 15 anos. Estão na Família Santa Clara desde muito pequenos,
as meninas desde bebê. A mãe faleceu e as duas estão começando a
aceitar isso só agora, depois de muito acompanhamento psicológico e
colo da Dona Eliete e Seu Cícero.

As meninas foram separadas do irmão, que foi enviado para
outro abrigo.

L. tem 14 anos e é irmão de C., de 13 anos. Estão na família Santa
Clara há 5 anos. Não tinham nenhuma referência familiar.

A. tem 13 anos e é irmão de A., de 9 anos. Os dois tem pai biológico,
mas são visitados por ele no máximo uma vez ao ano.

A. tem 8 anos e é irmã de J., de 10 anos e do adolescente J., de 13 anos.
Os três tem mãe, mas ela os mandou para a Santa Clara por diversos motivos.
As meninas foram separadas do irmão e mandadas para abrigos diferentes.

A adolescente A. é a mais velha de todos os que foram separados
da família Santa Clara pelo Ministério Público. Ela tem 16 anos e é órfã.

**

Para saber mais sobre a Família Santa Clara, acesse:
Família Santa Clara.

Assista à reportagem do RJTV, pelo link:
Justiça fecha Associação Santa Clara.

**

UPDATE: o RJTV continua acompanhando o caso. Assista:
Coordenadores do Abrigo querem crianças de volta.

O texto está sendo amplamente divulgado, mas continuem divulgando. Vamos invadir os e-mails, blogs, twitters dos formadores de opinião, por favor? Repliquem o texto no blog de vocês, se quiserem.

Obrigada."



quinta-feira, maio 13, 2010




Rodolfo Barreto




domingo, maio 09, 2010


@angescott: aí, eu acordo de manhãzinha e tem um odara na webcam do Eyjafjallajokull ;)
e ainda rola uma sequência http://trunc.it/7skf1 (8 minutes ago from TwitterGadget)













quarta-feira, abril 28, 2010


Adoro a sua coleção de beijo ;)




quarta-feira, abril 14, 2010


Sobre a lista Avaaz do Ficha Limpa que
indiquei no Twitter e depois coloquei em dúvida em função
das indagações do @_lasher_ - se não seria a lista
um caça emails para mala-direta; encontrei ontem com Ruth
Saldanha, a pessoa que indicou a lista e que é uma pessoa séria,
inteiradona nessas coisas, trabalha com o Sirkis, enfim, ela
afirmou que a lista é legítima, organizada por Graziela Tanaka
representante no Brasil da Avaaz Org, que também não é um site
irresponsável, e que essa lista é encaminhada diariamente
aos Deputados que apóiam o projeto, fato comprovado por ela,
que recebe as atualizações no Gabinete em que trabalha.
Apesar de concordar com _lasher_ que a lista tem um furo enoooorme
por não pedir RG, acaba que náo é uma lista caça emails e, para mim,
para efeito de apoio público ao projeto, está valendo novamente.




quarta-feira, março 24, 2010

Passeando pelo utube.




domingo, março 21, 2010




via we <3 it





sexta-feira, março 12, 2010


Frango Horrível.

Junte uma lata de cerveja,não me pergunte pq, mas tem que ser
gelada, o suco de um limào 4 dentes de alho, 3 colheres de sopa
de maionese , sal e pimenta a gosto e uma folha de louro. Bata
tudo no liquidificador e despeje sobre o frango, de noite. Melhor
que ele esteja em pedaços. No outro dia escorra o excesso da
marinada. Coloque no forno, até dourar.


O titulo da receita se deve a história envolvida. Eu estava no
sitio da amiga, conversando com a caseira, falando do maravilhoso
frango que ela serviu da úlitma vez que estive lá e queria a receita
e tal. Ela falou, dou a receita pra senhora sim, mas faço melhor,
vem aqui amanhã na hora do almoço novamente que sirvo pra
senhora, eu, legal. E as galinhas andando pelo terreno junto com
a gente e eu feliz de ver as bichinhas comendo mato soltas uma
beleza de saúde e tinha uns frangòes lindos, fortes, alaranjados
e eu disse, que lindos e ela disse, sim, esse aí que a senhora tá
gostando é nosso xodó aqui em casa, Cotinho. Cotinho Cotinho
e o frangão levantava o pescoço. Lindo. Então eu voltei na
hora do almoço, e estava uma delicia o frango, e ela agradeceu
e disse, que bom! a senhora gostou dele, sabia que o Cotinho
ia dar boa receita. É. Mataram o Cotinho por minha causa e eu
comi ele todinho. A receita continua uma delicia mas a lembrança
é sempre horrivel.




sábado, fevereiro 20, 2010




Via Jjjjound




quinta-feira, fevereiro 11, 2010


Para @analins, meu gazpacho :)

Coloque no liquidificador 4 tomates maduros, metade de um pepino médio
descascado, uma rodela de uns três dedos de pimentão, metade de uma
cebola média, uma xícara de água gelada - na verdade, faço com todos
os ingredientes bem gelados; bata até homogeneizar. Não tenho paciência
de pelar o pimentão e o tomate por isso é que já passo essa mistura
pelo liquidificador e depois passo pelo coador grosso. E, sempre senti
que assim o gazpacho fica com a sua natureza de cru, de rústico, mais
realçada, pode ser impressão minha, mas...Então, aí sim, volto a mistura
coada para o liquidificador e adiciono, dois dentes de alho (a receita
original pede um só, mas alho é vida), o suco de meio limão, um pãozinho
frances amanhecido, sal e pimenta do reino á gosto, a gosto mesmo, eu,
quase não coloco, e duas generosas colheres de sopa de azeite. Bato tudo
novamente, bastante, ás vezes coloco uns cubos de gelo. e pronto, é só
servir em tijelinhas altas \o/

Obs. Quem me ensinou a receita assim, coloca cubos de pepino e tomate.
Prefiro puro. No começo, fazia com vinagre no lugar de limão mas não
fica tão refrescante.

;) <3 \o/




domingo, janeiro 24, 2010


Lembrei de Fred que colocou o nome da gatinha de Pure Pearl, só pra
esnobar, sabe? Nunca ninguém chamou a Piupiu de Pure Pearl. No
fnal da vida ele ainda teve a esperança de que alguém a chamasse
de Pure, pelo menos, Pure. Jamais aconteceu e se acontecesse ela
jamais responderia. Piupiu era uma gata siamesa totalmente bahiana
e brasileira. Fim da história.




terça-feira, agosto 18, 2009


So, wassup?




quarta-feira, abril 29, 2009









Preguiça absurda de dizer alguma coisa sobre o que está acontecendo.




terça-feira, abril 21, 2009



..."De acordo com a ideologia reinante, o que somos, o que temos e o que fazemos depende
unicamente de nós. A felicidade humana é uma construção pessoal que exige método e esforço.
O que implica, inversamente, que a infelicidade é o resultado da nossa incapacidade para
sermos felizes. Haverá pensamento mais perverso? Não creio.
E, no entanto, ele é repetido, dia após dia, numa sociedade que se sente infeliz por não
ser feliz, como se a felicidade não fosse também um produto de contingências várias, que
escapam ao controle dos homens. O produto, no fundo, de oportunidades que vieram ou não
vieram; da ação ou da inação de terceiros; e das mil vidas que poderíamos ter tido.
Como no tema musical que Susan Boyle canta com a intensidade própria de quem explica a
sua biografia, os nossos sonhos não dependem só da nossa autonomia.Dependem dos "tigres da
noite" ou das "tempestades imprevistas" que tantas vezes os envergonham e despedaçam.
Quando a febre passar e Susan Boyle regressar à aldeia e ao anonimato, a memória que
deve ficar não é a de um talento escondido que teve os seus 15 minutos, ou 15 horas,
ou 15 dias de fama. O que deve ficar é a lição grandiosa de uma mulher que, na sua tocante
simplicidade, disse a cantar o que provavelmente aprendeu com a vida. Que o inferno ou o
paraíso, longe de serem prêmios exclusivamente humanos, repousam também nas mãos do destino."

De JOÃO PEREIRA COUTINHO, via Arquivo de Artigos Etc.





segunda-feira, março 16, 2009


Love. Adoro essas coisas.
Mas assim, tipo, só pra ver, pq essas coisas pra mim
sao totamente fora da casinha.




domingo, março 01, 2009







sábado, fevereiro 28, 2009



Os que só tragam com filtro. Os que conduzem a dança.
Os de papo requentado. Os que espalham o conflito. Os grosseiros de
foulard. Os que usam o saber como arma de poder. Os que citam sem parar.
Os ternos de abraço manso. Os previsíveis sem sal. Os que não têm
espelho em casa. Os que têm presas no olhar. Os prósperos despreparados.
Os que vão lamber o limbo. Os marinheiros sem mar. Os belos atormentados.
Os que gostam de mulheres. Os que gostam das mulheres. Os mitos
desamparados. Vampiros os mais variados. Os que só querem mamar. Os que
portam falos bélicos. Os que inventam nosso riso. Sensíveis sem onde morar.
Os que decifram. Os que devoram. que adoram nos ver chorar. Casados
infantilizados. Os que temem se amarrar. Os que consertam cadeiras.
Ciumentos sem chave do armário. Os indeléveis carnais. Os de coração falido.
Os gananciosos banais. Marxistas que espancam mulheres. Os que se
desmancham no ar.

Ledu.


Hoje, na minha caixa de correio.